quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pedro e Harley perdem na estréia

Depois da conquista domingo passado, quando venceram em Roseto (Itália) a sua terceira medalha de ouro da temporada, Pedro e Harley não conseguiram manter o ritmo e foram derrotados na estréia na etapa em Zagreb.

Jogando contras os noruegueses Hoidalen e Goranson, a derrota veio em quarenta e quatro minutos, e de forma surpreendente por dois sets a zero. Os europeus souberam dominar a partida desde o início e impuseram o seu ritmo de jogo, vencendo a partida com parciais de 21-16 e 21-18. Um resultado acima do esperado para uma dupla que vinha do qualifying.

Agora, se quiserem chegar a quarta final em cinco etapas disputadas, Pedro e Harley terão que passar por uma série de seis jogos eliminatórios, além da semifinal. A estréia na repescagem será daqui a pouco, as duas da tarde no horário de Brasília, contra os espanhóis Herrera/Mesa.

- Rivais vencem com facilidade na estréia

O resultado adverso logo na primeira rodada foi pior ainda para a dupla porque seus rivais na luta pela segunda vaga brasileira nos Jogos de Pequim conseguiram estrear sem dificuldades.

Concorrentes diretos a segunda vaga, Márcio e Fábio Luiz passaram pelos franceses Deulofeu e Salvetti com placar de dois sets a zero (parciais de 21-18 e 21-17). Já Ricardo e Emanuel enfrentaram os croatas Zukovskij/Kovacev e também conseguiram a vitória com facilidade: dois sets a zero com parciais de 21-12/21-16.

Três países garantem vaga nas quartas-de-final

Com as duas primeiras rodadas do Aberto de Osaka do Circuito Mundial Feminino de Vôlei de Praia jogadas, três países garantiram vaga nas quartas-de-final da competição. Isso porque dos quatro jogos que abrem a chave dos vencedores nessa sexta, três são de confrontos entre duplas dos mesmos países.

Os jogos que estão marcados para a meia-noite de hoje, no horário de Brasília, colocarão frente-a-frente as oito melhores duplas do torneio. E o Brasil é o único país com chances de colocar duas duplas na próxima rodada, já que possui três times disputando essa fase. Além de Renata/Talita e Ana Paula/Shelda que se enfrentam em uma das partidas da rodada, as campeãs pan-americanas Juliana/Larissa terão o desafio de bater as australianas Barnett/Cook.

Renata e Talita se classificaram ao vencer com facilidade os seus dois primeiros jogos. Na estréia, em apenas trinta e um minutos, elas venceram as tchecas Klapalova e Petrova com 21-18 e 21-13. Na seqüência passaram pelas austríacas Schwaiger pelo mesmo placar, só que com parciais de 21-16 e 21-14. Já Ana Paula e Shelda venceram os desafios contra Maaseide/Glesnes, da Noruega, e as alemãs Claasen/Roder. As parciais dos jogos, respectivamente foram de 21-19/21-11 e 21-14/21-15.

Quem vencer esse duelo brasileiro irá pegar na próxima fase a dupla que passar pelo confronto entre Juliana/Larissa e Barnett/Cook. As brasileiras conseguiram chegar à terceira rodada com vitórias sobre as japonesas Asao/Take (2x0 – 21-17/21-15) e as cubanas Crespo e Ribalta (2x1 - 21-14/17-21/15-09), que na primeira rodada haviam derrotado outras brasileiras – Agatha/Shaylyn – com parciais de 21-18/21-17. As rivais das campeãs mundiais nas oitavas passaram pelos duelos contra uma dupla da Suécia e depois contra uma dupla anfitriã.

Os outros dois jogos das oitavas-de-final reúnem duas duplas americanas e duas chinesas. A vencedora co confronto entre Boss/Ross e Branagh/Youngs pega quem ganhar o jogo entre Xue/Zhang Xi e Tain Jia/Wang.

- Ágatha e Shaylyn na repescagem

Única dupla que não está mais na chave dos vencedores, Ágatha/Shylyn segue na disputa pelo título através da repescagem.

Depois de terem sido derrotadas logo na estréia pelas cubanas Crespo/Ribalta (2x0 – 21-18/21-17) as brasileiras se reabilitaram na disputa da primeira partida pela chave dos perdedores. Enfrentando o peso de um jogo eliminatório e a torcida, que foi apoiar a dupla japonesa, elas bateram com facilidade Asao e Take (2x0 – 21/16 e 21/14).
Com o resultado a dupla continua na briga pelo torneio, mas enfrenta agora uma série de jogos eliminatórios. Logo mais, as dez da noite, elas pegam as mexicanas Candelas/Garcia. Consideradas as grandes surpresas das duas últimas etapas as adversárias prometem dar trabalho no caminho de Shaylyn na busca do bi-campeonato do torneio no Japão.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Brasileiros estréiam com objetivos diferentes

Quando entrarem em quadra nessa quinta para a primeira partida da etapa da Croácia do Circuito Mundial Masculino as três duplas brasileiras que disputam a competição terão pela frente desafios e objetivos diferentes.

Enquanto os líderes do ranking brasileiro Ricardo/Emanuel querem continuar seu caminho de evolução nas etapas do mundial, as outras duas duplas esperam obter pontos importantes para o ranking olímpico. “Estamos bastante tranqüilos com nosso foco em cada etapa. A cada torneio estamos corrigindo a nossa forma de jogar, trabalhando e pensando etapa por etapa, testando algumas estratégias”, comentou Emanuel. Ele e seu parceiro, o baiano Ricardo, estréiam contra a dupla da casa Zukovskij e Kovacec.

Já Márcio e Fábio Luiz, que embora tenham seu foco na disputa dos Grand Slams, sabem que um bom resultado em Zagreb é necessário para evitar que seus rivais Pedro/Harley encostem mais nos pontos que definem a segunda dupla brasileira que irá disputar os Jogos de Pequim. A diferença que no início do ano era de 600 pontos agora caiu para 180 pontos.

Os adversários das duplas são Li/Zhou, da China, que estréiam contra Márcio e Fábio Luiz, e os russos Koshkarev/Prokopiev, que pegam Harley e Pedro Solberg.

Brasil só poderá ter uma semifinalista pela chave dos vencedores

Todas as quatro duplas brasileiras caíram na mesma chave na Etapa de Osaka do Circuito Mundial de Vôlei de Praia Feminino, com isso o país terá chance de classificar apenas um de seus times para a semifinal através da chave dos vencedores.

Depois da estréia onde todas enfrentam duplas estrangeiras o país poderá assistir um confronto caseiro a cada rodada da competição. Para isso basta que as brasileiras consigam vencer seus desafios contra as rivais de outros países.

Vindas do county-quota brasileiro, e depois passando pelo qualifying, Ágatha/Shaylyn enfrentam as cubanas Crespo e Ribalta as nove da noite, no horário de Brasília. Se passarem por esse primeiro desafio a dupla terá a sua terceira partida na etapa contra compatriotas – já venceram jogos contra Sandra/Leila e Maria Clara/Carol no county-quota – caso Juliana/Larissa também estréiem com vitória. No mesmo horário do jogo que define suas rivais na segunda rodada, as campeãs pan-americanas pegam pela segunda vez as japonesas Miwa Asao e Takemi Nishibori. Na única vez que se enfrentaram, no ano passado em Portugal, as brasileiras saíram vitoriosas com placar de dois sets a zero, parciais de 21-17 e 21-14.

Outro confronto brasileiro pode ocorrer na terceira rodada da competição. Para isso, Renata/Talita precisam vencer o jogo contra as tchecas Klapalova/Petrova e depois passar pela dupla que sair vitoriosa do jogo entre as austríacas Schwaiger e as chinesas Wang/Zuo. Ao mesmo tempo Ana Paula e Shelda precisam passar em seqüência pelas norueguesas Maaseide/Glesnes e pelas alemãs Claaseen/Roder ou as gregas Koutroumanidou/Tsiartsiani.

A vencedora desse possível jogo entre duplas brasileiras na terceira rodada poderá ainda pegar Juliana/Larissa ou Ágatha/Shaylyn no jogo que define uma vaga na semifinal da competição. As duplas que forem perdendo suas partidas precisarão lutar através do qualifying para tentar chegar ao final four.

Shaylyn irá defender título de 2005

Depois de vencer dois jogos na terça, na disputa do country-quota, forma precisos mais duas vitórias para que Shaylyn, e sua parceira Ágatha, garantissem a quarta dupla brasileira na etapa de Osaka do Circuito Mundial Feminino.

Na estréia da fase de qualificação internacional a dupla venceu as canadenses Moppett/Niemczewska por 21-17 e 2-11, em trinta e oito minutos de partida. Mas a classificação só veio com a vitória sobre as italianas Gioria e Momoli. O jogo foi um pouco mais equilibrado, mas as brasileiras acabaram avançando à chave principal da competição ao impor as européias uma derrota de 2x0 (21-17 e 21-18).

Com o resultado a dupla se juntou a Juliana/Larisa, Renata/Talita e Ana Paula/Shelda na disputa pelo título no Japão. “Estamos muito felizes por estarmos no torneio principal. Estamos conseguindo jogar muito bem”, comentou Shylyn empolgada de defender o último título disputado na cidade japonesa, em 2005. Na época ela ganhou o ouro ao lado de Ana Paula, atual parceira de sua irmã Shelda.

Na estréia entre as trinta e duas melhores duplas da competição as estreantes em etapas do Mundial esse ano enfrentam as cubanas Milagros e Ribalta. Empolgada com o resultado, Ágatha acredita que a concentração vai ser decisiva para o duelo: “É muito bom vencer quatro jogos seguidos e chegar ao torneio principal. A gente treina tanto e se dedica tanto que estava na hora disso terminar acontecendo. Agora temos que manter a cabeça no lugar e buscar bons resultados novamente”.

- No masculino Luizão e Benjamin são eliminados

Enquanto em Osaka o Brasil comemora a classificação da sua quarta dupla para a chave principal do torneio, em Zagreb (Croácia) o país perdeu agora a pouco de colocar também quatro duplas entre as trinta e duas que disputarão a quinta etapa do Circuito Mundial Masculino.

Após vencerem seus dois primeiros jogos no qualifying, duplo 21-10 sobre os croatas Donald/Stanic e 21-17/21-19 sobre os japoneses Nishimura e Morikawa, Luizão e Benjamim fizeram agora a pouco o último jogo do dia na quadra central. Em partida que valia a classificação ao main draw, eles não conseguiram manter o ritmo e acabaram derrotados pelos holandeses De Gruijter e Ronnes.

Mesmo com a derrota no primeiro set (21-19) os brasileiros davam mostra de que seriam capazes de vencer a partida, afinal os holandeses chegaram a ter vantagem de seis pontos na primeira parcial. Impressão que só foi aumentada com a vitória fácil de 21-14 no set seguinte. Mas na hora da decisão, na disputa do tie-break, a dupla holandesa conseguiu impor um ritmo de jogo mais forte. Os brasileiros chegaram a ter vantagem de dois pontos (10-8) depois de um início equilibrado no set desempate, mas acabaram cedendo a virada em seguida, quando foram surpreendidos por uma seqüência incrível dos adversários que abriram 14-11. Com o jogo na mão os europeus mantiveram a calma até fechar o jogo em 15-12 e ficar com uma das oito vagas em disputa hoje no torneio principal em Zagreb.

Márcio e Fábio Luiz se inspiram em 2005 para tentar reabilitação

Desde julho de 2007 sem vencer uma etapa do Circuito Mundial, quando foram vencedores do Grand Slam de Berlim, Márcio e Fábio Luiz não se encontrar numa fase boa. Com derrotas inesperadas no circuito brasileiro e mundial a dupla não conquista um título desde o ano passado e viu a sua vantagem de 600 pontos sobre o terceiro melhor time do Brasil (Harley/Pedro) cair para 180 no ranking que define as duplas que representarão o país nos Jogos de Pequim.

Com um revés tão grande e, principalmente, com a ascensão da dupla adversária (Pedro/Harley ganharam cinco dos sete últimos torneios que disputaram) os campeões mundiais em 2005 esperam repetir o bom desempenho daquele ano na etapa da Croácia do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. No primeiro ano da dupla junta eles sagraram-se campeões em Zagreb pela primeira vez, duas semanas antes de conquistarem o Campeonato Mundial em Berlim. “Estamos prontos para reagir e vamos reagir”, avisou Márcio lembrando que a preparação da dupla foi voltada para os Grand Slams, etapas com pontuação maior que se aproximam. E é confiante nessa proximidade que o atleta acredita que o desempenho de seu time só tende a crescer a partir de agora.

O jogador acredita que até mesmo o décimo sétimo lugar da etapa realizada na Itália semana passada não foi um completo desastre. “Não estamos jogando mal, mas talvez levando um pouco de azar. Na semana passada perdemos o tie-break para os alemães Brink e Dieckmann fazendo uma grande partida, decidida em dois saques que tocaram na rede e caíram em nossa quadra após várias trocas de bola”, analisou o jogador.

- Adversários querem mais um título para diminuir a diferença

Enquanto isso os seus maiores rivais pela segunda vaga brasileira em Pequim atravessam uma excelente fase. Dos quatro torneios internacionais disputados esse ano Pedro/Harley sagraram-se campeões em três – a única exceção foi a nona colocação em Praga.

Empolgados com a vitória no último domingo, quando levaram a medalha de ouro ao derrotarem na final justamente os alemães que bateram Márcio/Fábio Luiz, a dupla espera manter o ritmo e conquistar mais 600 pontos para a corrida olímpica. “Ganhar semana passada foi importante pelo lado da motivação, ainda mais depois de uma etapa não tão boa como a de Praga”, analisou o brasiliense Harley.

Caso a quarta conquista no ano venha agora na Croácia a dupla diminuiria a vantagem dos rivais para apenas sessenta pontos. Mesmo assim Pedro Solberg é cauteloso quanto a possibilidade de classificação de sua dupla: “Estamos dando um passo por vez e procurando aproveitar as oportunidades. Eles ainda são os favoritos”.

Brasileiras podem garantir quarta dupla no Japão

Apenas um jogo separa Ágatha e Shaylyn da chave principal do Aberto de Osaka do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. As brasileiras estrearam agora a pouco no qualifying com vitória e seguem na disputa por uma das oito vagas disputadas no quarto torneio do tour mundial nessa temporada.

Depois de um primeiro set em que ainda apresentaram certa resistência (21-17), as canadenses Amanda Moppett e Joanna Niemczewska foram facilmente derrotadas na seqüência da partida (21-11) que teve apenas trinta e oito minutos de duração. Com o resultado Ágatha e Shaylyn se classificaram para o jogo que vale uma vaga no main draw do torneio.

Em partida eliminatórias elas esperam repetir a boa atuação de agora a pouco e manter-se invictas no histórico do confronto frente as italianas Daniela Gioria e Giulia Momoli. As duas duplas já se enfrentaram uma única vez, com vitória das brasileiras por duplo 21-13 também na partida que valia a vaga no main draw, na etapa de Marselha do ano passado.

Caso continuem colecionando vitórias – a dupla venceu ontem duas partidas no country-quota brasileiro – Shaylyn poderá defender o título conquistado por ela e Ana Paula na cidade em 2005. Para isso porém, ela terá que inclusive torcer contra sua antiga parceira, que esse no já está classificada a disputa jogando ao lado da irmã de Shaylyn: a medalhista olímpica Shelda.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Disputa olímpica chega a sua reta final

Com apenas oito etapas a serem jogadas pelo Circuito Mundial que contam pontos para a classificação olímpica, as duplas brasileiras entram em uma fase decisiva na disputa pelas duas vagas em cada naipe do país nos Jogos de Pequim. Mas, com quatro etapas Opens e principalmente com quatro Grand Slams – que tem pontuação maior – a serem disputados muita coisa ainda pode acontecer. É nisso que apostam as duplas que ainda sonham em conquistar a vaga, mas que hoje estão atrás na corrida olímpica.

A disputa mais acirrada promete ser no masculino. Afinal quatro duplas brasileiras ocupam as seis melhores colocações no ranking que é feito com as oito melhores pontuações desde o ano passado, e que se encerra após a etapa de Marselha (15-20 de julho). Três delas inclusive lideram essa lista que define as vinte e quatro duplas que disputarão os Jogos.

Virtualmente classificados, afinal estão quinhentos pontos a frente dos segundo colocados, Ricardo e Emanuel sabem que precisam manter um bom ritmo para não correr riscos. Mesmo assim, eles fizeram toda a sua preparação voltada aos Grand Slams, e também já pensando na Olimpíada. “Os resultados agora não são tão importantes pra nós, precisamos é manter nosso foco no planejado”, avisou Emanuel. De qualquer forma a dupla espera conseguir chegar ao título em alguma das três etapas Opens que disputarão nas próximas semanas para aumentar ainda mais a sua diferença para os rivais.

Já a briga pela segunda vaga promete ser uma das mais emocionantes. Depois de terem conseguido abrir vantagem ao obterem melhores resultados nos Grand Slams ano passado do que seus adversários, Márcio e Fábio Luiz foram assistindo a diferença cair gradativamente até os atuais 180 pontos. Campeões em cinco das sete últimas etapas que disputaram Pedro Solberg e Harley querem continuar mantendo o ritmo para fazer essa diferença cair ainda mais. Para empatar com os rivais antes dos Grand Slams eles precisam ganhar mais uma etapa e ficar em segundo em outra, e torcer para que seus rivais não cheguem a mais nenhuma decisão.

Já Pedro/Franco, que começaram a disputa como terceira força hoje tem que tirar uma desvantagem de quinhentos e quarenta pontos para seguirem sonhando com a vaga. Apesar do desgaste com a disputa de country-quotas e qualifying em todas as etapas o veterano franco acredita na classificação: “Um guerreiro jamais desiste”.

- Feminino tem novas duplas na briga

A grande novidade de 2008 foi a divisão e formação de novas duplas para tentarem conquistar uma das vagas brasileiras em Pequim. Com o fim da parceria entre Leila e Ana Paula formaram-se duas novas duplas atrás da classificação: Ana Paula/Shelda e Leila/Sandra.

Mas ambos os times acreditam que a briga será somente pela segunda vaga, já que consideram Juliana e Larissa classificadas para os Jogos. Embora as campeãs pan-americanas não tenham matematicamente garantido o “carimbo no passaporte” a sua situação atual é bastante confortável, afinal elas tem 980 pontos de diferença sobre Renata/Talita, segunda dupla colocada no ranking olímpico brasileiro.

Mas, começar do zero – já que apenas os pontos da dupla e não a pontuação individual das atletas vale para a classificação olímpica – dificultou e muito a situação das novas parcerias. Principalmente de Leila/Sandra que não conseguiram passar de nenhum country-quota nas primeiras etapas e ainda passam a depender agora da abertura de uma vaga para poder disputar essa fase preliminar. Já Ana Paula e Shelda ao menos já começaram o ano com bons resultados. A dupla acumula um segundo, um terceiro e um quarto lugar nas três primeiras etapas do tour mundial em 2008. Mesmo assim, com suas rivais pela vaga (Renata/Talita) chegando a duas decisões nessas etapas, sabem que ainda precisam correr atrás. “Não temos chances de errar. Foi bom ter começado o ano bem assim porque dá confiança, mas precisamos manter o ritmo se quisermos a vaga”, lembra a experiente Shelda que terá que comandar a sua dupla a finais nas etapas Open e semifinais em Grand Slam para seguir sonhando com Pequim.

Outra dupla que ainda é motivada por esse sonho são as irmãs Maria Clara e Carol. Porém a dupla precisa voltar a disputar e obter bons resultados na chave principal dos torneios – ficaram de fora na semana passada em Seul e essa semana em Osaka – para continuar sonhando com a viagem para a China.

Já Renata e Talita sabem que já obtiveram bons resultados, mas não pensam em relaxar, pois disputa é boa. “Temos sempre que partir do princípio que não fizemos ainda nada. Se entrarmos em toda etapa querendo ganhar vamos não só confirmar a vaga como aumentar nossa atual pontuação”, acredita Renata.

Brasileiros terão três jogos antes do main draw

Se o fato de não terem disputado o country-quota brasileiro facilitou a vida de Luizão e Benjamin para a sua estréia no qualifying do Circuito Mundial esse ano, a dupla brasileira precisará vencer três jogos amanhã para se juntar a Pedro/Harley, Ricardo/Emanuel e Márcio/Fábio Luiz na chave principal da competição.

E logo de cara eles terão um desafio indigesto. Na estréia, marcada para as quatro horas dessa madrugada, eles terão que vencer seus adversários e a torcida local. É que o primeiro jogo será contra a dupla croata Donald/Stanic – uma das quatro duplas do país sede que avançaram pelo country-quota local.

Se vencerem esse desafio eles seguem na disputa contra os vencedores do confronto entre uma dupla sérvia e outra japonesa. Mas o maior desafio deverá vir mesmo na última rodada, quando em partida eliminatória terão provavelmente pela frente os fortes holandeses De Cruijter e Ronnes. Além de serem cabeças-de-chave número um dessa fase do torneio, os europeus estarão mais descansados por não terem disputado a primeira rodada de quarta-feira.

Federação Mineira anuncia terceira edição de competição de vôlei de praia

A Federação Mineira de Voleibol anunciou as datas do III SESI Open de Vôlei de Praia. A competição que teve sua primeira edição disputada nos dias 26 e 27 de janeiro voltará a ser disputada na cidade de Uberlândia nos dias 07 e 08 de junho.

Na primeira edição do torneio 36 duplas disputaram a competição, mesmo com a redução de duas duplas na edição seguinte os dirigentes acreditam que conseguirão superar a primeira marca nessa terceira etapa. Para isso, além das medalhas, será oferecida premiação em dinheiro para as quatro primeiro colocadas em casa naipe.

As inscrições já estão abertas e custam cinqüenta reais. Os interessados devem procurar por Vânia Calábria através de e-mail ou telefone.

- Rio muda datas e Paraná lança seu circuito

Enquanto isso, a Federação Paranaense de Voleibol anunciou que entre os dias 30/05 e 01/06 será disputada em Maringá a primeira etapa do seu circuito de vôlei de praia. O resto do calendário ainda está sendo definido, mas os interessados em participar do primeiro torneio podem entrar em contato com a federação.

Já no Rio de Janeiro, em circuito já consolidado, foram divulgadas novas datas para as etapas do fim de maio até início de junho. A categoria sub-14 jogará no dia 31/05, enquanto a sub-16 jogará em 21/06. Já a sub-19 tem confirmadas as datas de 24 e 31 de maio e 12 de julho. O sub-21 terá duas etapas seguidas, nos dias 07 e 14 de junho.