quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ao contrário das mulheres, Brasil garante quarta dupla na Itália

Enquanto a desclassificação de Maria Clara/Carol ainda no qualifying da etapa de Seul surpreendeu, na Itália Franco e Pedro garantiram o acesso a quarta etapa consecutiva do Circuito Mundial.

Jogando em Roseto pela fase internacional de qualificação, após terem passado ontem pelo country-quota, os brasileiros conseguiram duas fáceis vitórias que os garantiram entre as trinta e duas duplas que amanhã começam a disputa da chave principal. Cabeças-de-chave número um dessa fase da competição os atuais campeões brasileiros não precisaram disputar a primeira rodada. Na primeira partida de hoje eles precisaram de apenas trinta e nove minutos para derrotar os croatas Peric e Krizanovic, com parciais de 21-17 e 21-14. Depois foram quarenta e cinco minutos e novamente uma vitória por 2x0, dessa vez sobre os russos Koshkarev e Prokopiev (21-13 e 21-17).

Com o resultado Pedro/Franco se juntam a Ricar/Emanuel, Márcio/Fábio Luiz e Pedro/Harley, pré-classificados a fase principal da competição.

- Ao contrário das mulheres, dupla de Geórgia cai

Também de forma diferente do que aconteceu no qualifying da terceira etapa feminina do mundial, os brasileiros naturalizados na Geórgia Renatão e Jorge não conseguiram avançar na competição.

Após fácil vitória sobre os austríacos Hupfer e Schroffengger (2x0 – 21-12/21-18) a dupla formada por brasileiros foi surpreendida pelos venezuelanos Hernadez/Jackson. Ganhadores do primeiro set (21-17) os representantes do pequeno país europeu não conseguiram manter o ritmo e foram derrotados na seqüência por 2-18 e 15-13.

Índia receberá etapa Challenger do Mundial

A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) anunciou hoje que a cidadede Chennai irá receber pela primeira vez na história um challenger do Circuito Mundial. Esse também será o primeiro grande evento de vôlei de praia mundial que ocorrerá no país – Índia.

Com premiação de trinta mil dólares o torneio, masculino e feminino, será disputado entre os dias 15 e 20 de julho com dezesseis times no qualifying e trinta e dói na chave principal. “Esse é o primeiro evento internacional de vôlei de praia na Índia. Eles têm um grande potencial para receber competições dessa modalidade, tanto que quando anunciamos nossa intenção de realizar esse challenger muitos outros promotores demonstraram interesse também no país”, disse o diretor de vôlei de praia da FIVB, Angelo Squeo.

Chennai é a capital e maior cidade do estado de Tamil Nadu, localizado no sul da Índia. Tem 6,8 milhões de habitantes e é um centro comercial, industrial e portuário localizado na Baía de Bengala. A cidade é a quarta maior do país e figura entre uma das maiores do mundo.

Ana Paula e Shelda escapam de “chave brasileira”

Ao contrário do que aconteceu na última etapa do mundial, em Xangai, quando enfrentaram nas três primeiras rodadas duplas formadas por jogadoras brasileiras Ana Paula e Shelda escaparam na etapa de Seul de um confronto direto contra as compatriotas.

Caso avancem sem derrotas na competição a dupla irá pegar somente as brasileiras no final four, com chance inclusive de enfrentá-las apenas na decisão. Fora da chave onde estão Juliana/Larissa, Renata/Talita e Cris/Andrezza (que no mundial representam a República da Geórgia) Ana e Shelda, caso se mantenham invictas, apenas enfrentarão brasileiras antes da final caso uma dessas três duplas chegue a semifinal pela repescagem.

A dupla formada esse ano para tentar conquistar a segunda vaga brasileira nos Jogos de Pequim irá enfrentar na primeira rodada na Coréia do Sul as fracas Ilustre e Pascua (Filipinas). Confirmando o favoritismo, porém deverão ter mais dificuldades na rodada seguinte, quando pegam a dupla vencedora do jogo entre as alemãs Brink-Abeler/Jurich e as Schwiager, da Áustria.

- Líderes do ranking podem se enfrentar nas quartas

Atualmente com a liderança entre as duplas brasileiras no ranking olímpico Juliana e Larissa poderão ter um novo desafio contra suas rivais Renata e Talita nas quartas-de-final da competição. Para que esse confronto ocorra será necessário que as duas duplas passem sem derrotas pelos seus três primeiros jogos.

As campeãs mundiais estréiam contra uma dupla coreana vinda do qualifying (Song/Woo) e na seqüência pegam as gregas Koutroumanidou/Tsiartsiani ou as russas Uryadova/Shiryaeva. Já Renata/Talita enfrentam Keizer/Vries (Holanda) para depois enfrentarem Wacholder/Turner, dos Estados Unidos, ou as francesas Faure/Sarpaux.

Já Cris e Andrezza terão logo na estréia um jogo difícil contra as australianas Barnett/Cook. Depois pegarão ou as vencedoras, ou as perdedoras, do jogo entre as coreanas Lee e as surpreendentes mexicanas Candelas e Gracia.

Mexicanas surpreendem de novo, agora no quali

Depois de terem sido a grande surpresa do Aberto de Xangai, quando vindas do qualifying chegaram a sétima colocação na etapa, as mexicanas Bibiana Candelas e Mayra Garcia voltaram a surprender, só que dessa vez ainda no qualifying.

A dupla que no ano passado chegou apenas duas vezes, em nove tentativas, a chave principal do Circuito Mundial já igualou a sua marca nessa temporada ao avançarem nessa madrugada a segunda etapa consecutiva. E para conseguir a vaga as mexicanas tiveram que eliminar as cabeças-de-chave número um do qualifying: as brasileiras Maria Clara e Carol.

Vindas de uma vitória com duplo 21-13 sobre as britânicas Boulton/Johns as mexicanas precisaram de três sets para eliminar as brasileiras da disputa. Maria Clara e Carol, que haviam vencido na estréia do qualifying à Moppett/Niemczewska (Canadá) com parciais de 21-12 e 21-14, foram surpreendidas logo no primeiro set com a derrota de 21-16, mas conseguiram empatar o jogo na parcial seguinte com disputado 27 a 25. Foi então que Candelas e Garcia impuseram um 15-6 no tie-break e garantiram uma das oito vagas na chave principal da competição.

Com o resultado Maria Clara e Carol agora focam na etapa de Osaka (Japão), a ser disputada na próxima semana. Enquanto isso suas algozes estréiam no main draw contra as coreanas Eun-A Lee/Meong-Hee Lee tentando repetir o feito da etapa passada, quando na estréia bateram o time um da China - Tian Jia/Wang - por dois a zero.

- Cris e Andrezza se classificam

A única dupla formada por brasileiras que conseguiu classificação foi justamente a que defende outro país no Circuito Mundial.

Cris e Andrezza, que jogam pela República da Geórgia, venceram seus dois jogos e agora disputam a chave principal do torneio. Na estréia do qualifying elas venceram por 2x0 (21-14/21-15) a dupla do Cazaquistão Mashkova e Turichsheva, enquanto no jogo seguinte bateram pelo mesmo placar, só que com parciais de 21-15 e 21-16, as francesas Giaoui/Hamzaoui.

Porém no primeiro jogo do main draw elas terão a difícil missão de bater as australianas Tamsin Barnett e Natalie Cook.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Vôlei de praia confirmado em duas competições da América do Sul

Em assembléia encerrada nessa terça-feira em Medellín (Colômbia) ficou decidido que o vôlei de praia irá fazer parte de duas competições esportivas sul-americanas.

A decisão de incluir a modalidade entre as trinta e uma que serão disputadas nos Jogos Sul-Americanos em 2010, na própria Colômbia, foi anunciada pelo comitê organizador dos Jogos na mesma data em que foi apresentado o projeto de construção de uma Vila para os cerca de três mil e quinhentos atletas que participarão da competição, entre os dias 10 e 21 de março.

Na mesma reunião foi aprovada a criação do I Jogos Sul-Americanos de Praia. A intenção da ODESUR (Organização Desportiva Sul-americana) ao criar a segunda competição multiuso de esportes de praia (a primeira ocorrerá ainda esse ano em Bali) é fomentar a pratica esportiva dessas modalidades pelo continente.

Os Jogos serão disputados entre os dias 28 de fevereiro e 08 de março de 2009 nas cidades de Montevidéu e Punta Del leste. Na primeira será montada uma arena multiuso para as competições de Beach Soccer, handebol de praia, rúgbi de 7, tênis de praia, além é claro do vôlei de praia. Já Punta irá receber os atletas da vela, surfe, triatlo, natação e esqui aquático.

Para o presidente da entidade, e também do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), a decisão tomada hoje será de grande importância para o continente. “A realização dos Jogos de Praia demonstra que a América do Sul está atenta às tendências do esporte mundial”, disse Carlos Arthur Nuzman.

Virna busca bi-campeonato em São Luiz

Ela conquistou muitos títulos com a seleção brasileira no vôlei de quadra, mas Virna só sentiu o gosto de um título na praia quando disputou no ano passado a etapa challenger de São Luiz.

Por isso, quando entrar na quadra montada na Lagoa de Jansen nessa sexta-feira para a disputa da primeira de quatro etapas challengers a jogadora espera poder novamente o sabor da conquista. “Foram momentos inesquecíveis nesta minha trajetória no vôlei de praia. Tenho grandes amigas que moram em São Luis e todas foram me prestigiar no ano passado. Depois que vencemos, fomos comemorar nos Lençóis Maranhenses, que é um lugar fantástico. Espero repetir o programa neste ano”, disse Virna.

Curiosamente em 2007, quando ainda jogava com Sandra Pires, ela conquistou duas etapas challengers. Já as outras duas foram vencidas por sua atual parceira, Ângela, que na época jogava ao lado de Vivian. “Ano passado ganhamos dois títulos cada, então nesta temporada vamos unir as forças para ganhar os quatro torneios”, completou.

Walsh e May desistem também de etapa do Mundial

Depois de não disputarem a etapa de Charleston da AVP, Walsh e May anunciaram também a desistência da etapa de Seul – válida pelo Circuito Mundial.

Cabeças-de-chave número um do torneio as americanas abriram mão da disputa devido à lesão no ombro direito de Kerri Walsh. A jogadora que foi submetida a uma cirurgia em novembro passado voltou a sentir a articulação na semifinal da etapa de Huntington Beach. Com fortes dores no ombro a decisão do time foi de não disputar a semifinal daquela etapa e de se ausentar da disputa na semana seguinte pelo circuito norte-americano. Agora, elas adiam mais uma vez a estréia na temporada do tour mundial. As atuais campeãs olímpicas não disputaram as etapas de Adelaide (Austrália) e Xangai (China).

Com a decisão as duas deverão participar somente na fase européia da competição, uma vez que o circuito feminino se despede da Ásia na semana que vem em Osaka (Japão). O time norte americano também não está inscrito para essa competição.

Franco e Pedro continuam na briga

Das três duplas que atualmente brigam pela segunda vaga brasileiras no vôlei de praia masculino em Pequim, Franco/Pedro é a que tem mais trabalho a cada etapa. Com apenas a quarta colocação entre as duplas brasileiras no ranking mundial eles precisam disputar a fase de qualificação, e com mais duplas brasileiras no páreo ainda são forçados a disputar o country-quota.

“Estamos fazendo muitas partidas nessas semanas. Isso nos dá ritmo de jogo mas ao mesmo tempo nos cansa mais que os outros”, analisa Pedro Cunha. Mesmo assim, ele e seu parceiro Franco conquistaram mais uma vez de serem os representantes brasileiros no qualifying da etapa de Roseto (Itália).

Nos jogos disputados nessa manhã de terça-feira eles venceram dois desafios para atingir a classificação. Primeiro derrotaram Alisson e Bernardo em quarenta e um minutos de jogo, com parciais de 21-15 e 21-13. Depois enfrentaram, assim como em Praga, à Luizão e Benjamim (que já haviam derrotado Bruno/Billy por 2x1 – 14-21/21-17/15-12) no jogo que valia vaga no quali. Depois de serem derrotados no primeiro set por 2-16, Franco e Pedro suaram a camisa para virar o jogo e vencer a partida em uma hora e dezesseis minutos. Nas duas parciais seguintes eles obtiveram a vitória por um placar apertado (21-19 e 15-13).

Amanhã a dupla estréia no qualifying com horário e adversário a serem definidos.

Maria Clara e Carol avançam ao qualifying

Foi disputado nessa madrugada o country-quota brasileiro para a etapa de Seul do Circuito Mundial Feminino de Vôlei de Praia. O país foi o único a ter duplas disputando essa fase, onde há uma disputa caseira por uma vaga na fase de qualificação.

A disputa verde-e-amarela começou com o confronto entre Leila/Sandra e Ágtaha/Shaylyn. Estreando esse ano no circuito mundial Ágatha e Shaylyn acabaram derrotadas em três sets pelas compatriotas. Depois de vencerem o primeiro set por apertados 21-19, elas foram derrotadas nos dois sets seguintes por 21-13 e 15-11.

Na seqüência as vencedoras desse primeiro confronto jogaram contra as irmãs Maria Clara e Carol, em partida que valia a vaga no qualifying. Apesar de começarem bem, impondo um 21-16, Sandra e Leila, assim como na Austrália, acabaram derrotadas. Nos sets seguintes vitória das filhas de Isabel por 21-16 e 15-10.

Com o resultado elas avançam a fase internacional de qualificação, aonde estréiam a uma hora da manhã contra a vencedora do confronto entre as canadenses Moppett/Niemczewska e as australianas Busch/Smith.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Cook pronta para tentar o bi olímpico

Ela nasceu em Brisbaine, mas atualmente treina em tempo integral no Instituto Australiano de Esportes, em Adelaide. Seu objetivo? Chegar a terceira medalha olímpica e ao bi campeonato nos Jogos.

Essa é Natalie Cook que para Pequim tem o desafio de disputar os Jogos com uma nova parceira. “Tive quatro parceiras e cada uma é diferente”, analisa a jogadora de 33 anos que joga atualmente ao lado de Tamsin Barnett. Sobre os resultados obtidos até agora com sua nova dupla a atleta é categórica: “Tamsin e eu só estamos juntas a um ano e é difícil ficar conhecendo alguém tão intimamente em tão pouco tempo e sobre pressão”.

Para ela a maior dificuldade do relacionamento no time é sempre a forma como colocar seus pontos de vista. Ela disse que a forma com que conversava com Kerri Pottharst (sua companheira na medalha de bronze em Atlanta e no ouro em Sydney) é diferente da que conversa com sua atual parceira. A fórmula para o sucesso na formação do time ela tem na ponta da língua: “Ser honesta e não tomar como algo pessoal. Se você está tentando ganhar o ouro olímpico você tem que dizer coisas que você não gostaria e também ouvir outras que você não queria ouvir”.

Cook acredita que os conflitos com a parceira e comissão técnica são inevitáveis, mas acredita que podem ser superados. “Para mim ser uma campeã olímpica me dá o direito de opinar mais sobre como devem ser as coisas. Eu achava que eles queriam ouvir, mas não queriam. Por isso as vezes me passo como arrogante. É uma linha tênue e por isso uma jornada desafiadora”.

Apesar de todos os desafios internos a jogador que defende essa semana o titulo conquistado na etapa de Seul em 2007 acredita que poderá ter sucesso nos Jogos em agosto. Sobre os adversários ela salienta um que não estará do outro lado da quadra. “Eu não esperava muita complicação, mas estive na China jogando a semanas atrás e a poeira que fica coletada na sua boca é uma prova de que isso será um complicador. Você realmente não sente nada durante os jogos porque está focada, mas depois, e durante todo o outro dia, você sofre as conseqüências disso”, explicou.